Arquivo de fevereiro, 2009

Março só chega carro novo

Publicado: 27 de fevereiro de 2009 em Carros

Há uma máxima no Brasil de que o ano começa logo depois das festas de Momo.  A crise financeira ainda assola a economia nos quatro cantos do planeta e, mesmo assim, o calendário de lançamentos de novos veículos e modelos reestilizados está bem movimentado no País.

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A Citroën, por exemplo, mostrou o C4 hatch no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro do ano passado, e agora já começa a distribuir o novo modelo para toda a rede de concenssionários do País. O Citroën C4 hatch, modelo fabricado na Argentina, já está com lançamento agendado para os dias 9 e 10 de março, em São Paulo.

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A  versão  de  entrada,  a 1.6 16V Flex GLX, traz de série: ar condicionado,  direção  eletro-hidráulica  progressiva,  2 airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS + REF + AFU, rádio CD Player MP3 com comando no  volante,  pneus 205 55/R16, computador de bordo, limitador/regulador de velocidade  (cruise  control), apoio central de braço dianteiro e traseiro, entre outros. 

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O C4 hatch terá duas versões  de  acabamento, GLX e Exclusive; com duas motorizações,  1.6  16V Flex (113 cv com álcool) e 2.0 16V Flex (151 cv com álcool);  além  da  possibilidade do câmbio automático seqüencial. O modelo tem preço sugerido a partir de R$ 53.800.

Antes da apresentação do C4 hatch, a Fiat mostra o seu Punto T-Jet nos dias 3 e 4 de março, também em São Paulo. A Volkswagen chega logo depois com o esportivo Eos e o Passat CC, dois modelos dos mais esperados no mercado nacional. A apresentação será nos dias 4 e 5, na capital paulista. Já as parceiras Renault/Nissan escolheram a capital paranaense, por conta da fábrica de São José dos Pinhais, para fazer a estreia dos seus novos veículos, o sedã médio Symbol e a minivan Livina, entre os dias 16 e 18. Em seguida, chega o Toyota SRV, versão com motor  2.7 VVTi, o mesmo propulsor da picape média Hilux.

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Polo ganha versão BlueMotion

Publicado: 26 de fevereiro de 2009 em Carros

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Em tempos de crise, a ordem é colocar logo o novo modelo no mercado. E nos primeiros dias deste ano, a mania já virou quase que uma ordem. O carro muda, traz novo motor ou incorpora equipamentos exclusivos e nem, por tudo isso, é lançado para a imprensa especializado. A Volkswagen, por exemplo, seguiu a tendência das outras montadoras e, a partir da próxima semana, irá disponibilizar o Polo BlueMotion com nova tecnologia para redução de consumo e emissões, em sua rede de revendedoras de todo o Brasil.

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Pioneira no lançamento de tecnologias revolucionárias, como o sistema de injeção eletrônica e os motores bicombustíveis Total Flex, a VW apresenta agora o Polo BlueMotion, que oferece uma redução de até 15% nos níveis de consumo de combustível e de emissões de CO2.
No continente europeu, o conceito BlueMotion está sendo empregado em diversos veículos movidos a diesel produzidos pela montadora.
No Brasil, a Volkswagen é a pioneira na aplicação deste conceito em motores de ciclo Otto. O Polo BlueMotion é equipado com o motor VHT 1.6 Total Flex.

O Polo BlueMotion tem preço a partir de R$ 46.270 e está equipado com as novas palhetas Aerowisher, com varredura mais eficiente, no pára-brisa e no vigia da tampa traseira. O modelo pode ser identificado pelo logotipo “BlueMotion” na tampa traseira.

Gurgel: o sonho do carro nacional

Publicado: 26 de fevereiro de 2009 em Carros

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A indústria automotiva perdeu, no dia 30 de janeiro, o visionário João Amaral Gurgel. Mas, o sonho do carro genuinamente brasileiro do empresário ainda roda em todo o Brasil. Em Salvador, é fácil se deparar com veículos da marca Gurgel, principalmente o jipinho X-12 e os compactos BR-800 e Supermini. Da década de 60 até o início dos anos 90 do século passado, foram 19 modelos Gurgel, todos com mecânica simples e carroceria de fibra de vidro.

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A ideia do visionário Amaral Gurgel era desenvolver e produzir veículos no Brasil para brasileiros. Durante duas décadas, saíram das pranchetas para o asfalto modelos 100% nacionais. O engenheiro usou os seus conhecimentos para desenhar os veículos, boa parte deles com visual de linhas inusitadas e quadradas. Para alguns modelos, a mecânica era emprestada do Fusca, Brasília e Kombi (motor VW 1600, câmbio de quatro marchas e suspensão).
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Pioneirismo – Inaugurada em 1969, a fábrica de Rio Claro, no interior paulista, era o pontapé inicial para pôr o sonho do carro nacional nas avenidas e estradas de todo o Brasil. O primeiro modelo foi o Ipanema, com chassi, motor, caixa de câmbio e suspensão VW.
Nos anos 70, chegaram ao mercado veículos como o Xavante e o X-15. A ousadia era tamanha que João Amaral Gurgel projetou e lançou o Itaipu, o primeiro veículo elétrico brasileiro e da América Latina. De dois lugares, o Itaipu tinha dimensões compactas – 2,65 metros de comprimento por 1,40 m de largura – e era alimentado por três baterias na frente, duas atrás dos bancos e mais cinco na traseira. Rodava a 50 km/h e tinha uma autonomia de seis horas.
Mas a vontade era produzir um carro brasileiro – da carroceria aos componentes mecânicos. O trem-de-força Enertron era a redenção da Gurgel, que tinha dívidas com bancos credores. Nas versões de 600 cm3 e 800 cm3, o motor foi usado no BR-800 e no Supermini e serviria para acabar com a dependência das peças VW. O sucesso dos dois compactos foi estancado no período da abertura das importações no governo Collor e pela redução do IPI para carros com motor 1.0.
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Fotos: Roberto Nunes

Em 1993, o empresário entrou com o pedido de concordata e, em 1994, fechou definitivamente as portas da fábrica da Gurgel.