Arquivo de julho, 2009

Lave o carro sem água

Publicado: 31 de julho de 2009 em Carros, Mercado, Serviços
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Você ja lavou seu carro sem água? Quem gosta de ver o seu possante brilhando e com cheiro de novinho sempre despreza novidades como a da lavagem a seco. Ao contrário dos metódos tradicionais de limpeza do veículo, o sistema de lavagem a seco é eficiente e não deixa a desejar.

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Em Salvador, há opções para todos os gostos. Porém, algumas empresas têm se diferenciado no serviço de lavagem e limpeza de veículo.

A Super Wash traz um dos metódos de lavagem a seco disponíveis na capital baiana. A partir deste fim de semana, está oferecendo o serviço de lavagem sem água no estacionamento do Boulevard 161, no Itaigara. Faz também lavagem em domicílio – com agendamento de horário (8874-1031) – para quem deseja maior comodidade.

Coloquei o meu Corsa à prova para ver se o sistema é eficiente e limpa mesmo todo tipo de sujeira. Estou em obra em casa e tinha transportado tijolos, cimento e outros materiais de construção no porta-malas. O representante da Super Wash André Gomes fez a seguinte pergunta: o carro está sujo? Respondi: muito sujo, e vai servir realmente para você usar o seu produto para limpá-lo.

O produto Total Wash, segundo o representante, é à base de carnaúba, não mancha e nem arranha a pintura do veículo. O metódo é o seguinte; ao invés do uso de água, utiliza-se o Super Wash em todos os pontos da carroceria, vidros, interior (painel, bancos, estofamento, carpete e tapetes), porta-malas, pneus e rodas, por exemplo.

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O líquido tem um cheiro agradável. Usa-se o produto em um pano limpo para fazer o serviço de retirada da sujeira na carroceria e demais partes do veículo. O acúmulo de barro, areia e sujeira é retirado rapidamente e sem tanto esforço. Porém, os garotos da limpeza devem caprichar no serviço, passando uma, duas ou mais vezes o líquido no local sujo.

Veja como funciona:

Inicialmente, faz-se a limpeza da carroceria. De preferência, começa pelas partes superiores e, em seguida, limpa-se os pontos mais próximos das regiões dos pneus e do assoalho.

A lavagem é superficial. Por isso, não é possível usar o produto líquido no assoalho.

Limpa-se todo o interior do veículo, retirando antes os tapetes para a higienização completa do carpete e de todos os componentes do veículo (bancos, estofamento das portas, painel de instrumentos).

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O produto Total Wash é aplicado em sujeiras superficiais. Por isso, não garante a limpeza e a retirada completa de sujeira provocada por dejetos de passarinho. Dejetos de passarinho são um composto ácido que corrói a lataria. Por isso, é difícil a limpeza até com o uso de água, já que geralmente a substância pode ter atingido o esmalte da pintura, danificando-a. em qualuer tipo de lavagem, é indicado uma aplicação de cera protetora por toda a carroceria, o que pode evitar problemas futuros.

Segundo André Gomes, o líquido usado na lavagem a seco, além de retirar a sujeira, aplica um polimento simultâneo na pintura da carroceria.

Depois da limpeza da carroceria, é feita a retirada da sujeira no interior do carro (carpetes, bancos, estofamento, painel de instrumentos e os vidros).

Além da limpeza da carroceria e de todo o interior, o serviço da Super Wash também faz a aspiração do carro. A lavagem com aspiração sai por R$ 15. É possível também fazer a lavagem do motor do veículo – que custa R$ 15 – e dos bancos – que custa R$ 150. Em todas as lavagens, não é utilizado a água como produto principal para a limpeza do veículo.

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A dica é a seguinte: em cada três lavagens a seco, sempre faça a lavagem no sistema tradicional a água. De preferência, em lava-jatos que utilizam sistema de mangueira e não os de máquinas de lavagem. A orientação é lavar o veículo a cada 15 dias.

Na lavagem a seco, peça sempre para caprichar no serviço. Durante a lavagem, indique os pontos mais críticos e que precisam de uma limpeza mais criteriosa. Se possível, mande passar duas os mais vezes o produto em pontos da carroceria ou mesmo nos bancos, carpetes e tapetes do carro. Dessa forma, você vai ter o carro bem limpo.

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“Quem tem um não tem nenhum”. O provérbio se encaixa direitinho para quem possui carros compactos – como Gol, Palio e Mille, por exemplo –, picapes e utilitários esportivos, modelos mais visados em roubos e assaltos em Salvador. Além da contratação do seguro do veículo, uma legião de donos de carros vem reforçando a segurança instalando dispositivos antifurto e até equipamentos mais sofisticados, como os de monitoramento e bloqueio do veículo por satélite.

Exemplo disso é o comerciante Maurício Lordelo, dono de um Troller T4 2009. Assim que comprou o seu primeiro T4, em 2006, Lordelo fez uma pesquisa rápida e instalou o mais moderno sistema de rastreamento e bloqueio por satélite no seu veículo.

“A intenção é a de proteger o veículo. Em caso de uma situação de sequestro-relâmpago, por exemplo, a central de monitoramento vai estar acompanhando o carro, podendo bloqueá-lo no momento mais adequado”, esclarece. Lordelo explica que as empresas de seguro indicam para os donos de picapes e utilitários esportivos um pacote que inclui, também, o serviço de rastreamento com bloqueio do veículo – o custo médio, nesse caso, é de R$ 100 por mês.

Este ano, as montadoras de veículos conseguiram derrubar a obrigatoriedade de instalação de equipamentos rastreadores acoplados a bloqueadores nos veículos saídos de fábrica, como previa a Resolução 245/07 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A medida poderia serviria para coibir o crescimento do furto e do roubo de veículos em todo o Brasil – na capital baiana, por exemplo, foram furtados e roubados 2.051 veículos no primeiro semestre de 2009, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Por conta disso, a oferta de empresas de monitoramento de veículos via satélite – Global tech, Sascar, Graber, Lojack, Traker Monitor Plus, Teletrim, Prima Sat, Guarone, entre outras – tem crescido.

Geralmente, esclarece Inalvaro Soares, consultor em seguro de auto, o serviço de rastreamento com bloqueio do veículo tem sido ofertado em regime de comodato (empréstimo) nos contratos de seguro. “Um serviço mais completo inclui o aparelho de GPS (Sistema Posicionamento Global) ao rastreador e existe também em forma de computador de bordo. Isso depende do veículo”, diz.

Na Europa, alguns modelos de marcas premium já saem de fábrica com aparelho de GPS, acoplado ao painel, e de rastreamento com bloqueio do veículo, deixando a opção para o dono contratar ou não o serviço de monitoramento.

Em Salvador, Gol, Palio e Uno Mille encabeçam a lista dos veículos mais roubados e furtados. Por conta disso, há opções de dispositivos de segurança mais baratos. Os mais usados são as travas de câmbio e os alarmes com trava das portas vendidos em lojas e revendas de veículos.

* Parte de matéria publicada no caderno Motor do Jornal A Tarde

Marketing puro

Publicado: 28 de julho de 2009 em Carros, Lançamento, Opinião

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Em fevereiro de 2006, a Honda lançou o Fit 2007, causando espanto entre muitos brasileiros. A partir daí, virou uma prática das montadoras de veículos anteciparem as suas versões futuras no mercado nacional. Agora, a situação é mais estranha e, ao mesmo tempo, surpreendente. O carro nem foi lançado pelo fabricante e os consumidores já podem ver o veículo em uma revenda autorizada, com direito a conhecer os detalhes dos pacotes de equipamentos de série e entrar em cada uma das versões. De quebra, vai para casa com um folder detalhado do modelo que será lançado, com o preço de cada versão.

Na semana passada, isso ocorreu com os lançamentos da Kia e da Honda, que mandaram os seus veículos – o crossover Soul e o sedã City, respectivamente – para serem mostrados aos consumidores em suas revendas no País.

A nova ação de marketing das montadoras traz benefícios para o consumidor. Assim, dá para comparar o preço das versões do novo veículo com outros concorrentes diretos, avaliando qual seria a melhor opção entre os modelos ofertados por outras marcas. Somente depois disso, tomaria uma decisão mais abalisada e equilibrada sobre o veículo a ser comprado.

Na última terça-feira, encontrei o gerente de vendas Luiz Heine, da Imperial/Honda (Salvador), e disse que iria na quarta-feira (29) para o lançamento do novo sedã City, em Campinas (SP). Ele me adiantou que já estava com uma dezena de carros na revenda e que iria expor o Honda City 2008/2009 para os clientes no showroom.

Para complementar a conversa, anunciou o valor do City – entre R$ 58 mil, na versão de entrada com câmbio manual, e R$ 73 mil, na configuração topo da gama, com transmissão automática.

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Durante alguns dias, fiquei com essa história ruminando na minha cabeça e, no fim de semana, dei uma passada em uma das lojas da Imperial/Honda. Ao estacionar, já percebi que havia uma movimentação no showroom. Estava lá pelo menos cinco City com uma legião de futuros compradores. Os mais curiosos abriam o porta-malas – são 506 litros de capacidade de carga -, entravam no carro e mexiam nos botôes do painel de instrumentos. Vi um vendedor sentado em uma mesa e perguntei se ele já tinha o valor do novo sedã da Honda. Abriu uma pasta e passou um folder informativo.

O novo Honda City LX com motor I-VTEC 16V, de 115 cavalos de potência, vai custar R$ 58.590. De série, traz sistema de ar-condicionado, computador de bordo, trio elétrico (vidros, travas e retrovisores), direção hidráulica, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas. Entre outros equipamentos, vem ainda com frisos laterais na cor do veículo, CD player com MP3 e entrada auxiliar e USB e encosto de cabeça e cinco de três pontos para todos os ocupantes.

Comecei a semana fazendo a seguinte pergunta: vou ou não para o lançamento do Honda City? Como já tenho toda a ficha técnica do novo sedã da marca japonesa, basta agora andar no veículo para ter a primeira impressão. Aqui, o modelo causou um certo rebuliço na sua exposição estática no showroom da revenda. Porém, ninguém teve o direito ainda de fazer um teste drive, que será realizado em Campinas para a imprensa especializada brasileira.

Vendido em cerca de 40 países, o City chega ao Brasil sem concorrentes diretos. O valor do novo modelo da Honda o deixa na faixa intermediária de preços entre os sedãs compactos e os médios. Produzido na fábrica de Sumaré (SP), o City é o terceiro veículo da Honda fabricado no Brasil e deve, sem dúvida, inaugurar um novo conceito de veículo no País.