Entre os japoneses, uma dúvida, uma certeza!

Publicado: 11 de fevereiro de 2010 em Automotivo, Opinião, Recall, Serviços
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Ao longo das últimas duas décadas, as montadoras japonesas alardearam a qualidade do processo de produção dos seus veículos em todo o mundo. Era raro encontrar um dono de um carro japonês insatisfeito ou apontando algum tipo de problema estrutural no seu veículo.

Na semana passada, a irretocável imagem das marcas nipônicas começou a ficar arranhada, com o anúncio do recall do Honda Fit no Brasil e a possibilidade da Toyota chamar os proprietários do híbrido Prius para a troca de componente defeituoso.

Nos dois casos, há uma dúvida e uma certeza. Em qualquer tipo de processo de produção de engenharia e fabricação de produtos, incluindo os automóveis, há sérios riscos de falhas no controle de qualidade. Basta apenas saber em que momento a falha pode ocorrer, e isso nem sempre é possível.

O que toda empresa deseja é assegurar a qualidade dos seus produtos e serviços. No caso do compacto Fit, a Honda convocou proprietários de 186.902 veículos, que devem agendar o serviço de aplicação de uma proteção adicional no interruptor principal de comando dos vidros elétricos, localizado na porta do motorista, a partir de amanhã (10). Segundo o comunicado do fabricante, em algumas unidades, pode ocorrer a penetração de umidade no interruptor, comprometendo o seu funcionamento e, em casos extremos, gerar curto-circuito e risco de incêndio.

Como o componente é produzido no Japão, o recall vai envolver ainda donos do Fit em outros mercados. Assim, são cerca de 650 mil unidades em todo o mundo, o que realmente coloca em xeque o controle de qualidade da indústria japonesa, já que o recall do Prius, modelo comercializado em cerca de 60 países e o mais vendido do Japão em 2009, deve ser anunciado nos Estados Unidos, Europa e em outros mercados no mundo.

Folia baiana

– Esta semana, muitos baianos e turistas devem trocar os seus carros e sair atrás de um caminhão na Bahia, mais conhecido como trio elétrico. Para quem vai ao volante do trio elétrico, são cerca de 12 horas de trabalho por dia em marcha lenta, dirigindo em apenas 5 km/h em um dos dois circuitos oficiais (Campo Grande/Praça castro Alves e Barra/Ondina) de Salvador.

– Como boa marketeira que é, a estrela do axé music Ivete Sangalo já desfilou em um caminhão movido a biodiesel no Carnaval de 2005. Na época, fiz matéria sobre o fato e, na conversa ambiental, um engenheiro garantiu que a ação era válida mas não iria influenciar em nada a melhoria do ar no percurso da folia, já que os quase 100 trios elétricos iriam rodar mesmo com diesel normal. O biodiesel utilizado pelo trio de Ivete – fornecido pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) (Ilhéus/BA) – foi o B3, com apenas 3% de componentes como óleos vegetais e gorduras animais, menos poluente ao meio ambiente. Na prática, puro marketing, e ela sabe fazer muito bem isso.

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