China tributa carros dos Estados Unidos

Publicado: 14 de dezembro de 2011 em Automotivo

Em setembro deste ano, o governo brasileiro anunciou as novas regras do Imposto sobre Produtos Industrializados para carros importados. A reação contrária das empresas importadoras fez com que o prazo para a cobrança fosse adiado para dezembro. O fim do ano chegou e, agora, a China anunciou um regime de proteção contra as marcas importadas – principalmente as dos Estados Unidos – no país.

As agências internacionais divulgam com destaque que a China, o maior mercado de veículos do planeta, vai cobrar uma tarifa antidumping e antissubsídios sobre as importações de alguns veículos produzidos nos EUA. A medida atinge modelos com motor acima de 2,5 litros e o Ministério do Comércio chinês garantiu que as novas normas começam a partir do dia 15 de dezembro e terão vigência de dois anos.

A medida inclui todas as marcas norte-americanas – General Motors, Chrysler Group e American Honda Motor. Segundo informações das agências noticiosas, “a taxa de subsídio da GM é de 12,9%, enquanto a margem de dumping é de 8,9%, e a taxa de subsídio do Chrysler Group é de 6,2% e a margem de dumping é de 8,8%. As tarifas também vão afetar algumas unidades norte-americanas de montadoras alemãs”.

Matéria publicada na AE adianta que “a China afirma que a margem de dumping da Mercedes-Benz U.S. International é de 2,7% e a da BMW Manufacturing é de 2,0%, embora a taxa de subsídio de ambas seja zero. Os importadores chineses desses veículos terão de fazer depósitos na alfândega da China de acordo com o nível de dumping e o nível de subsídios que as montadoras nos EUA receberem. Segundo o ministério chinês, montadoras domésticas de sedãs e veículos esportivos utilitários com motores acima de 2,5 litros estão “substancialmente ameaçadas” pelas importações dos EUA. Em maio deste ano a China havia decidido não implementar medidas temporárias contra dumping e subsídios. As informações são da Dow Jones”.

Na prática, a China está fazendo o que o Brasil deseja realizar e encontra sérias dificuldades e posições contrárias das 27 associadas da Abeiva (entre elas, Kia, JAC, Chery, Effa, Chana, Lifan, Land Rover, Suzuki, Chrsyler, BMW e Volvo). Por aqui, a medida de aumentar o IPI dos carros importados foi adotada pelo governo como forma de “preservar os empregos no Brasil” e “fortalecer a indústria nacional”. Pelo decreto, as montadoras que não tiverem 65% de conteúdo nacional em seus automóveis e caminhões, entre outras exigências, estão sujeitas a pagar o IPI maior.

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