Nem tudo está perdido

A Conferência do Clima de Copenhague (Dinamarca), que será encerrada nesta sexta (18), pode ser um marco para estancar de vez o aumento das emissões de poluentes no planeta. Se nada ocorrer, o clima pode ganhar mais dois graus célsius nos termômetros nos próximos 10 anos. E parte da culpa do aquecimento global é da indústria automotiva.

Levantamento feito pelo Met Office, o serviço de meteorologia da Grã Bretanha, divulgado pela mídia mundial, aponta que é necessário dar um basta nas emissões de poluentes dos veículos pelos quatro cantos do mundo.

Se antes ninguém não estava nem aí, hoje há uma preocupação maior em relação aos índices de gases, como o CO2, emitidos pelos motores dos veículos. Já é hora das pessoas que compram carro perguntarem ao vendedor qual é o índice de poluição do seu futuro veículo?

Em alguns países como o Japão, por exemplo, os veículos híbridos, elétricos e com motores mais verdes já são uma realidade, a ponto de o governo oferecer incentivos fiscais e de redução de impostos para o desenvolvimento de produtos menos poluentes. No Brasil, temos os carros com motores flex e projetos do biodiesel e do etanol.

É bem verdade que a legislação ambiental brasileira é dura. Porém, ainda há metas a serem cumpridas. Somente em 2013, os carros movidos a diesel devem sair de fábrica com motores que poluam 33% menos o meio ambiente. Os carros de passeio movidos a gasolina e álcool terão o prazo maior – janeiro de 2014. Atualmente, a inspeção veicular se resume a poucos veículos e dois estados (São Paulo e Rio de Janeiro).

Poluidores

Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama divulgaram o ranking 2009 dos veículos nacionais e alguns importados vendidos no País que mais poluem a atmosfera no Brasil.

Dos 402 veículos analisados, quem recebeu cinco estrelas “verdes” foram: Fiat Idea, Stilo, Siena e Palio, Ford Ka, Citroën C3, Chevrolet Prisma, VW Fox e Space Fox. Na classificação do ranking 2009, os carros foram medidos com base nos níveis de emissões de gases poluentes – monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (NMHC) e óxidos de nitrogênio (NOX) – e dos gases relacionados ao efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

Na listinha dos agressores da natureza, constam o Mitsubishi Outlander, Pajero e L200 Triton; Citroën C4, Berlingo e Picasso; Peugeot 407 e as versões sedã e perua do Volkswagen Jetta.

Renault vai produzir Duster 4×4 no Brasil

Foto: Car and Driver

Em almoço de fim de ano realizado em São Paulo, o presidente da Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier, anunciou que a marca francesa vai produzir um utilitário esportivo com tração nas quatro rodas a partir de 2011 no Pais.

O modelo, que chegará primeiro na Romênia com o nome de Duster, ainda não tem nem motorização nem tampouco o nome no Brasil. Além disso, terá desenho tropicalizado, bem diferente em relação ao lançado no Leste Europeu e no visual do modelo da foto acima. Segundo Jalinier, o Duster ganhará detalhes na carroceria no perfil e no gosto do brasileiro.

Seguindo os passos da Ford com o Ecosport, a Renault pretende entrar de vez no nicho dos SUV’s compactos com o novo modelo, que será contruído na plataforma do Logan/Sandero.

Audi começa a vender R8 V10 no Brasil

Em 2006, estive na avant-première do Audi R8, no Arco da Defesa, antes da abertura oficial do Salão do Automóvel de Paris, França. Logo em seguida, o esportivo alemão desembarcou por aqui, causando euforia entre os amantes das quatro rodas.

Agora, a Audi anuncia a chegada do superesportivo R8 com motor V10 de 525 hp de potência. O veículo acelera de 0 a 100 km/hora em apenas 3,9 segundos e tem velocidade máxima de 316 km/hora.

O Audi R8 5.2 FSI quattro, que foi desenvolvido em cooperação com a quattro GmbH, traz um motor V10 com cárter de alumínio, feito grande parte a mão, segue a tradição da Audi nas pistas de corrida.

O propulsor aspirado produz 530 Nm de torque a 6.500 rpm e tem potência máxima de 525 hp, atingida a 8.000 rpm. A potência específica é 100,9 hp por litro, e a relação peso-potência é de 3,1 kg por cavalo. Além de tudo isto, o som do motor de dez cilindros é inconfundível e apaixonante, como notas musicais para os amantes da alta velocidade.

Brasil passou longe da crise automotiva

O ano de 2009 já está quase no final. No discurso de retrospectiva, quem diria que a indústria automotiva brasileira iria bater mais um recorde no País. A crise financeira que fez um rombo no setor, especialmente nas grandes montadoras dos Estados Unidos. Mas, nem respingou por aqui.

Nos Estados Unidos, maior mercado de vendas da indústria automotiva, a situação foi bem complicada. Para sobreviver, a Chrysler fez uma histórica parceria com a italiana Fiat Auto e, a partir de 2010, devem surgir “filhos” do acordo realizado pelas duas fabricantes.

A General Motors Corporation, por sua vez, passou por maus bucados, e a Casa Branca teve de afastar o presidente da empresa Rick Wagoner, substituído por Frederick “Fritz” Henderson, que assumiu o cargo em meio a uma forte crise no setor automotivo. Além disso, marcas da GM foram postas à venda para a reorganização financeira da gigante de Detroit.

Das bigs three americanas, a Ford foi a única que andou com as suas próprias pernas e dispensou qualquer tipo de auxílio financeiro do governo dos Estados Unidos. Porém, seguiu as outras com cortes de investimento e, principalmente, com a diminuição da produção de veículos em todas as plantas de fabricação de carros nos quatro cantos do mundo.

Brasil

Por aqui, a indústria brasileira passou por longe da desaceleração da produção e de vendas mundiais. Alguns mercados como o da Rússia, por exemplo, tiveram um recuo de quase 50% nas vendas de carros zero km. O Brasil teve de aumentar a produção de veículo para acompanhar a vontade de compra do consumidor brasileiro.

As montadoras instaladas no Brasil só comemoram os incentivos do governo, especialmente o da redução e a atual prorrogação da isenção da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros com motores 1.0 até 2.0.

Entre os meses de janeiro e novembro deste ano, segundo balanço da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave), a recuperação supreendeu até os mais céticos. Em dezembro do ano passado, a situação era quase caótica. Agora, já são mais de 3 milhões de unidades comercializadas em todo o Brasil.

O VW Gol continua líder de vendas, com 276.982 unidades, entre janeiro e novembro deste ano. O Fiat Palio (186.779), Fiat Uno (154.998), Chevrolet Celta (127.837) e Ford Ka (77.064) seguem em segundo, terceiro, quarto e quinto lugares, respectivamente.

Conheça as linhas visuais da picape média Amarok

Depois de muito suspenso, enfim a Volkswagen liberou as imagens oficiais da sua picape média Amarok. Esta é o início de um novo caminho para a montadora alemã, que nunca apostou no segmento das picapes médias e, agora, entra de vez com um veículo para brigar pela liderança.

A Volkswagen vai equipar a Amarok com dois motores turbodiesel de alta tecnologia, econômicos e com baixo índice de emissões. A nova picape média Amarok chega com os propulsores TDI 2.0, com 120 kW/163 cv, e injeção common-rail conta com dois turbocompressores sequenciais, que disponibilizam um torque de 400 Nm a apenas 1.750 rpm. O segundo motor, que será oferecido no segundo semestre de 2010, é um TDI também de quatro cilindros com 90 kW / 122 cv. Utilizando um turbocompressor de geometria variável, atinge o torque máximo de 340 Nm a partir de 2.000 rpm.

Para as duas versões de motores, a Amarok oferece o câmbio manual de seis marchas. Na Amarok com tração integral não permanente, mesmo no modo 4×4 o TDI de 122 cv percorre 13,1 km por litro de combustível. O TDI de 163 cv é igualmente econômico, atingindo 12,8 km por litro. O tanque é de 80 litros.

No Brasil, a Amarok – que será produzida na Argentina – vem com dois tipos de tração: integral não permanente e tração traseira. A Amarok com tração integral não permanente utiliza acoplamento rígido, tecnologia consagrada pelo uso no segmento das pick-ups. A tração 4 x 4 é acionada por meio de um botão e o torque é dividido igualmente para os dois eixos.